terça-feira, 3 de novembro de 2009

O que nos une???



Ao acordar, ninguém ao meu lado.
Percebi que agarrava com força o travesseiro.
Lembranças de um dia anterior?
Nem todas as manhãs são iguais.
Sem vontade de levantar,
Capaz de ficar ali estática, por horas, dias, semanas ...
tempo suficiente para esquecer o que ocorre lá fora e ficar ali,
só com as lembranças e sonhos.
A casa já acordou.
Passos, vozes,movimento...
Será que a hora de levantar realmente chegou?
Será a hora de acordar?
Respirar e suspirar.
Sem saber se devo ficar ou sair...
A luz do sol já entra no quarto, e permanecem vivas as lembranças.
O desejo domina, vontade de enxergar, de somente ouvir aquela voz ...
ali ...
baixinho ao meu ouvido.
Seus braços sobre o meu corpo,
e as respirações que se tornara única.
Acordei sem vontade de acordar.
Senti-me só pela saudade.



PS:Muitas vezes bloqueamos nossos sentimentos com medo de amar.
Quantas vezes sentimos, e não conseguimos expressar?
Quantas vezes amamos, sem pronunciar uma única palavra?
Quantas vezes não aproveitamos o momento? ...
O presente me proporciona grandes, médios e pequeninos momentos.
Mas é o que é Valioso, mesmo não sabendo por quê.
A dor é apenas a diferença que há entre o que eu quero que seja e o que realmente é.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ausencia...Vem comigo?


Depois de cada momento feliz que tive com você, temia sua ausência.

Tinha a sensação de que tudo que existia era para nós...

Não era como havia sonhado e fantasiado durante anos...

era diferente, uma situação nova, um mundo cheio de nuances com as quais não sabia lhe dar.
Eu era de certa forma uma menina prodígio nessa coisa de amar,

entregue totalmente ao acaso, sem saber no que cada escolha futura me traria,

me afoguei e me perdi como turista, vi montanhas, lagos cristalinos, vi lava, lama

e tudo que a crosta terrestre poderia e gostaria de mostrar.

Decifrei algumas das coisas que jamais pensei que conseguiria,

não sei se desconstrui ou inventei conceitos,

só sei que choveu em cima de cada palavra de carinho que você me deu,

as guardei em gavetas, em pastas virtuais, na pele e por cada poro do meu corpo,


Deveria me envergonhar por isso.

Tão forte por ser tão fraca,
era imoral,

mas eu fiquei ali plantada na história de amor mais linda e incerta que já vivi,

se bem que chego a me questionar da beleza...

ela vem acompanhada de seguidas desventuras,

Nem sempre foi desventura, teve emoção, teve romance, capítulos intensos, potencial...

Sempre temi sua ausência.

Não, não gostaria de escrever sobre um possível final, porque é doloroso...

Talvez um novo começo...
Enfim, o que passou não tem como mudar...

hoje o que me importa é só o que existe...

de resto, deixo ao acaso...

E vivo hoje, amanhã ainda está muito longe...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


Encontrei-me perdida, assustada, sozinha.

Soltando a liberdade num infinito desconhecido entreguei a alma ás incertezas que me seguiam...

E deixei-me guiar em passos inseguros, na direcção do abismo.
Numa atração sentida, fiz um julgamento interno, deixando-me guiar pela ilusão.

Com a certeza contraditória daquilo que senti, ao imaginar que o abismo seria a conquista da liberdade, onde poderia voar pelos sentimentos.

Desejando para mim mesma, a libertação de mim, fiz dos meus passos um ritmo acelerado...
Queria lá chegar, cair no oculto e agarrar o espaço vazio,

na tentativa de preencher o meu próprio sentir.

Senti-me perdida, confusa...

Na imensidão da liberdade, quis-me encontrar.

Queria a conquista do abismo, mas a crueldade do desconhecido, transmitia-me um medo sufocante, paralizante da coragem que me fazia caminhar,

na direção do destino que julgava tão perto de mim.
Procurei no caminho a segurança, tentando não dar nenhum passo em falso,

que provocasse a queda da minha decisão...

Segui em frente...

Á procura de mim, tentei-me encontrar.

Sem conseguir dominar os sentidos, deixei que lágrimas soltas me alertassem para o objetivo da minha caminhada.

Lutando contra a minha própria vontade...

Devagar...

Segui em frente.
Embriagada pelo cansaço, deixei que o espirito numa luta desigual, fizesse prisioneiro o meu corpo...

e juntos caíssem no abismo que procurava.

Rendida, julguei alcançar o desejado encontro.

O encontro de mim mesma...

Vencendo os meus medos, fechei os olhos.

E deixei uma paz invadir-me de certezas, desenhadas pelo oculto...

Fazendo-me acreditar que a conquista do abismo,

não é de todo o encontro do que procuro, e que jamais me encontrarei...

Sentindo-me vaguear pelos mistérios do infinito, agarro-me á esperança que alguém me possa encontrar perdida dentro de mim ...

Na hora certa, pra ambos...

Sem que o passado interfira, que o presente seja inconstante e que o futuro, nos espere lá na frente...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O que te alimenta?


O que te consome?
O que você consome?
Do que tem fome?
Eu tenho de saber o porquê.
Eu tenho ganas de viver de um que.
O Porquê?

Não sei de que.
Talvez um que de "quero mais".
Um toque de vou atrás.
De que?
Que coisa é essa que intriga.
Querendo ou não.
Vai que seja essa a questão.
Querer ou não querer?
Que te faz questionar com mais veemência?
Que te faz quente com mais frequência?
Que tanta pergunta!
Foi sem querer querendo...
Que seja...

Eu parto do princípio que a parte é menor que o todo...

mas toda vez que que se fala na parte, tudo faz um sentido total.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Saudades do que não existiu...


No silêncio uma inquietude, uma alteridade disfarçada...
Inquilina de todos os riscos...
O parto ocorre.
Parto-me.
Aborto certas convicções.
Exponho cicatrizes...

e acordo os meus, com muito mais cuidado.
Muito mais atenção!
Todo voto que devo partir...
Não deixar escoar a dor!
Nunca deixar de ouvir...
com outros olhos!

Há coisas pessoais mas tão pessoais que por serem especiais não se dizem ,

talvez se escrevam, mas raramente se ouvem.

Ama-se.
No meu mundo eu ponho quem eu quero,

tiro quem eu acho que devo,

e sonho com o meu desejo, daquilo que eu não sei se um dia eu terei.

PS:Todo sopro que apaga uma chama...

Pode reacender o que for pra ficar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sonho e a vida...


Uma hora a gente joga,

outra hora é a vez da vida jogar.

É assim sempre...

Mas, às vezes, a gente quer forçar a barra da vida,

impor a ela nosso desejo, enquadrá-la à nossa pressa,

determinar o seu tempo, ditar sozinho a ordem das cenas do grande roteiro.

Acontece que a vida também é rio, é mar;

está sujeita às correntezas, às luas, às tempestades, aos sóis,

aos desígnios do vento e nos põe diante da sua verdade incontestável:

Ela flui...

E nos cabe respeitar esta fluência....


PS:Às vezes acho que já sofri bastante e que daqui pra frente vai ser melhor,

vou me sentir aliviada...

mas dai eu me lembro que o pior ainda vai vir e a saudade vai ser muito grande...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Caixas de mudança...




Forçaria meus dentes ao rangir calada...
da noite que não pôde ser de núpcias,

mas que com toda a falta de farsa e com toda a magia guardada...

debaixo do travesseiro se desfez porque?

Por que precisa...

Algo se move...

algo se acomoda e

algo se desfaz...

Ai de mim!

Diziam-me as bruxas espancadas na rede da monotonia...

Gemiam quase que sexualmente ao lembrar de cada abraço perdido antes do anoitecer....

Sussurravam e diziam umas para as outras:

-Agora é noite, pode largar a respiração..

E era assim: o vento voltava a assoviar,

as portas abriam fazendo seus barulhos suspeitos e bem decorados de frases sombrias...

e os dentes...

Ah! Os dentes com aquele rangido....

Pedi perdão ao presépio e ninguém me respondeu...

Resolvi calar...

Deixei meus pecados por aí...

e continuei a contar Era uma vez...

Foi-se os dias...

e mais devagar as horas a marcar pedaços de tempo no sol do meio-dia

que virava quase a tardinha do mate quente na boca....

o gosto do não escovar os dentes...

e o apelo pela roupa suja no chão...

pude ouvir mais uma vez o teu barulho...

O mar já se colocou de pé.

As veias da cabeça já se salientaram azuis...

É fácil desembrulhas as caixas,

o difícil é carregá-las.

Nós sabemos disso...





PS: A intensidade dos ventos se mede com a vontadede ficar...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Meu pequeno mundo em fragmentos...



Tudo certo, existe sim uma linha de calmaria nessa coisa toda de se deixar levar.

Parece dificil né?! Essa coisa de viver cada segundo,

se doar, cair de cabeça, fazer o que se tem vontade, seja por prazer,

por vicio ou por plena burrice (no caso do amor).
Conseguir se deixar levar é mesmo complicado,

talvez seja o tipo de coisa que leve tempo para alguns e a vida toda para outros,

sério, tem gente que simplesmente não consegue, se

embola todo, começa a se coçar, manda logo todo mundo tomar...

suco de laranja e simplesmente vive na mesmice do final de semana sem emoção,

se contenta em apenas dar banho no cachorro,

Não que eu seja doutora em emoções e aventuras,

mas consigo me esquivar um pouco do diz que me disse do cotidiano.

Caminhei pela cidade um dia desses e me senti tão feliz, sei lá,

coisa simples, mas pensei: poxa, vou prestar mais atenção nas pessoas,

na rua, nos sinais que a cidade vai me mandando,

vou transformar o meu olhar,

antes de começar achar que era uma idéia idiota e muito melosa...

a chuva começou a cair, uma moça se aproximou e dividiu a sombrinha dela comigo,

andamos um quarteirão juntas, a moça me falou do marido,

da separação, dos filhos dela e do tempo chuvoso.

Falamos tchau como se fossemos nos ver no outro dia.
Aí eu tive a certeza que coisas estranhas, pequenas e boas acontecem.

Se tu esta bem e acredita em alguma fagulha de altruísmo nesse mundo sujo,

tu fica assim, com uma cara receptivél,

atrai sombrinhas, atrai alguma coisa como água potavél

ou alguém dizendo loucamente que sente falta do teu beijo (essa última já é outra situação).
Estou aqui, insana, estou pronta para lutar contra o não-sentimento,

Cai de cabeça mesmo, faz a merda da pipoca de panela aberta. (escrevi palavrão , dizem que isso é falta de vocabulário, mas nesse caso não é, apenas quero acreditar nisso tudo e querer chocar o professor Pasquali).
Então é isso...

entre o sim e o não, existe apenas tres pontinhos...

PS: Queria ser como nuvens, que se modificam a cada vento, e formam outras figuras, até chover e lavar os olhos de quem as vê na esperança de encontrar algo que não está lá.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sutilmente feroz...



Parece engraçado dizer que meu tempo feliz parece me agoniar,

estou andando pela estrada caída e nem sei para quais fotos olhar.

Minha pele pergunta porque o sol queima desse jeito.

Pensei que fosse fácil sorrir,

houve momentos que sorri mais

e agora se me forço lembrar, posso enxergar seu olhar perdido,

fitando minha pele.

Perto de ti ele é maior que o corredor de bebidas do supermercado.

Quero parar de pensar tanto, quero sentir teus poros e me lambuzar na tua pele,

comer tua respiração, e como um urso feroz me esfregar em ti,

deixar a insanidade aflorar ao ponto de ser egoísta,

erotica, obscena.

A tua saliva que reuposa lentamente na minha,

nossos lábios que se encaixam em uma dança quase romantica.

É hilário pensar que existe tempo, que existem ponteiros.

Quero brincar de te mostrar a ponta das minhas lengeries,

quero roçar meu rosto na tua nuca e te ouvir sussurrando que não me quer,

mas me agarrando como quem quer me engolir.

Vou cometer um crime, quero rasgar as convenções

e morrer de prazer só de falar teu nome ao telefone.

Podemos tomar um chimas também, se isso for mais excitante.



PS: GELO PRA MIM É ÁGUA...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Minha estranha loucura...


Existe uma espécie de nuvem pairando sobre a minha cabeça

Pode ser que eu tenha crescido em uma progressão geometrica a cada Natal

ou tenha encolhido, de forma que me iludi tanto e...

passei a me ver como rascunho grande e melhor.
Quando criança sonhava, tinha milhares de aptidões,


poderia ser domadora de tartarugas se desejasse,

plaft pum!, assim, do nada, impulsivamente,

eu poderia ser uma rainha ou um mendigo com síndrome de D. Quixote.

Daí que aquela criança esticou,

pela necessidade, para não se afogar,

para não ser pisada, para não ser mais um brinquedo,

sabe no que deu essa esticadeira?!

Em menos aptidões, agora sou limitada,

posso fazer mil coisas,

mas elas não são tão gostosas no plano mental como costumavam ser.
Os grandes seres pustulentos me forçam a ser um rascunho mais real,


querem logo ver minha arte final,

virei um bicho da seda de quinquilharias,

fico comprando coisas que não me faltam

por achar que elas realmente me são necessárias,

sou o conforto das corporações.
sou uma cobra de mim mesma,


cada vez mais busco a criança que me foi tirada,

preciso, mesmo em carne viva, sobreviver.
É chegada a hora de voltar aos tempos de


"escreva uma redação com o máximo de 30 linhas sobre o que você faria se o mundo acabasse amanhã",

bons tempos da aula da tia Luiza, eu e meu lápis mudavamos o mundo!
Quero escovar os dentes com Kolynnos,


quero me ver no espelho e sentir que aquela boboca que acreditava no

"paz e amor, bicho, môrô" ainda vive aqui.

Que vida sem graça, cujo os anos não voltam mais

e só nos resta a nostalgia, que semana que vem vira produto da indústrica fonográfica.



PS:Nem tudo se atribui a fantasia, ou nem mesmo se define em loucura.